“Coisas de Goiás...”
(Para Adri, Dani, Iva,
Lan e Sil, num dia de sol em Goiás Velho)
Cora, doce, poema com cheiro de açúcar queimado,
com estrofes e melado,
fogão de lenha, roça, roseiras, rios de vermelhos infinitos...
Tudo se ajeita na tua casa,
na tua vida,
na tua humana poesia,
de conto, histórias antigas,
de coisas de Goiás, de gentes,
de Grampinhos, solitudes,
tachos de cobre, lampião,
de palavras, sabedoria, de tanto amor florindo
em nossos corações.
Aqui tem compota de emoção com pitadas de lágrimas,
Uma dulcíssima e generosa camada do néctar da esperança,
Mesclado com poemas escritos entre frutas colhidas do
quintal...
Aqui tem doce de laranja,
braseiros, tigelas, lápis e inspiração rotineira,
cozinha, escrivaninha,
sopas de letrinha?
É vida com sabor que emana da terra,
sementes que germinam em livros,
que frutificam,
enraízam dentro da gente.
Cora, Coralina
Carpinteira de sonetos, florista e doceira da alma,
E é por aqui que eu recomeço...
(Andréa Lima)
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