segunda-feira, 24 de março de 2014

Na esquina do pensamento
(Andréa Lima)

em 24/03/14


sempre carrego dentro de mim um poema,
como uma teia de aranha que vai sendo construída, tecida fio à fio
que se desenha com linhas expurgadas para fora de mim
e vai enredando todos os sentimentos num novelo diário.
Eu, uma aranha solitária a adornar as paredes da casa,
os meus muros, as minhas prisões.
Eu presa na minha própria rede, incrédula e perdularia,
cheia de medos, assombros e pesadelos.
Talvez ainda hoje desapareça desse mundo
mas enquanto não varro todo pó e as nódoas da minha casa
eu e minha poesia permaneceremos em pequenos recantos, transparante
quase invisível, quase indesejada, só.

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